terça-feira, 28 de abril de 2009

O Maior Amor do Mundo

Era uma vez na Índia,um homem muito rico que pertencia à casta dos vaixás que são os comerciantes.
Ele tinha uma bela família até que seu filho se apaixonou por uma moça de casta mais baixa e decidiu largar tudo por ela.
O pai foi contra,mas nada pôde fazer a não ser chorar e lamentar o triste destino de seu querido filho.
Depois de muito tempo,o pai foi até o templo e viu um moço comendo lama com uma criança visivelmente desnutrida. Ele se aproximou do rapaz e disse:
-Eu te conheço de algum lugar !
O rapaz então respondeu:
-Sim,eu sei. Tú és meu pai. Desobedecí a tua ordem e hoje estou aqui,nesse lamaçal. Sei também que não mereço mais o teu perdão pois estou mais sujo do que as solas dos teus sapatos. Triste destino o meu,mas mereço.
O pai pensou e falou:
-Filho,vá até o templo e se purifique,pois hoje a noite você voltará para casa e haverá uma grande festa.
Fiz uma adaptação de uma parábola que Cristo disse ao povo judeu,mas a moral é a mesma:o pai sempre disposto a perdoar é Deus,e os filhos desobedientes somos nós,seres humanos que temos sede de independência e com isso viramos as costas para Ele.
Mas estou aqui para dizer que o maior amor do mundo não falha. Se você cometeu erros e viu o que errou,fale com Deus. Tenha uma conversa franca,trate-o como aquele pai para quem contamos tudo sobre nossas vidas. Não tenha segredos com Ele,peça sua sabedoria e que seu coração esteja sensível à voz Dele.
Faça de Deus,o seu melhor amigo. Seu amor,não falha pois é o maior amor do mundo.

Amando por dois minutos

Te ví assim,linda e charmosa às seis da tarde no coletivo.
Teu brilho dava vida aos restos do meu dia convertidos em suor e cansaço.
Teu charme me fez desprezar qualquer outra mulher,teus olhos me hipnotizaram e tua voz...doce som para meus ouvidos e conforto para minha alma.
Linda mulher,mostrou toda educação e delicadeza ao ceder seu lugar para uma criança birrenta.
Ignorando a existência de berros no recinto,prestei atenção no movimento dos seus lábios que eram mais vermelhos do que maças e suponho que seriam mais macios do que penas que compoem meu travesseiro.
Cabelos escorridos e loiros embelezavam seu rosto,um bem colocado colar de pérolas adornava seu belo pescoço.
Olhos penetrantes e envolventes me fizeram delirar mesmo na fria temperatura de 19 graus que nos envolvia.
Infelizmente seu ponto havia chegado e docemente,se despediu da criança birrenta e de sua mãe mas a mim nem dirigiu a palavra. E eu lá,admirando-a como uma criança com um controle remoto nas mãos.
Logo após sua saída,o ônibus perdeu brilho,perdeu vida. E eu...cansado e suado !

terça-feira, 14 de abril de 2009

Amor depreciativo

Era uma vez você
Pessoa cheia de defeitos
Olhos esbugalhados
Nada perfeitos.

Tambem ví tuas pernas
Tão leves e finas
Pernas pouco grossas
Pernas anti-femininas

Tambem vi teu tronco
Corpulento e agressivo
Mais parecia uma arma
Me admirei de estar vivo

Tambem ví tua boca
Boca sem graça
Boca estranha
Boca de traça

Tuas narinas de aguia
Me fizeram voar
Me fizeram rir
Te fizeram chorar

Mas ao teu coração
Não pude resistir
E tua feiura
Deixou de existir